Papa elogia olhar progressista de cardeal

Publicado em 19/10/2015 | Categoria: Notícias Papa Francisco |


papaO papa Francisco prestou nesta segunda-feira (19) uma homenagem especial ao falecido cardeal italiano Carlo Maria Martini, grande figura da ala progressista da Igreja católica e muito crítico em relação à instituição, falecido em 2012.

Em uma introdução em um livro que recompila a obra do religioso, assinada por Francisco e publicada pelo jornal Il Corriere della Sera, o pontífice elogia a capacidade do prelado de promover o debate interno, os sínodos e as assembleias de bispos de todo mundo, introduzidos a partir do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Grande estudioso da Bíblia, o cardeal italiano figurou entre os “papabili” no conclave que elegeu Joseph Ratzinger como substituto de João Paulo II em 2005 e sempre defendeu o diálogo da Igreja com o mundo, sobre temas controvertidos para a doutrina, como a proibição da anticoncepção, a ordenação de mulheres e a concessão de comunhão aos divorciados que se voltam a se casar.

O texto do pontífice é publicado em meio ao sínodo sobre os desafios da família moderna, onde são muitas as divisões e os atritos sobre delicados temas tratados.AFP

Fonte: Dom Total

Trechos da última entrevista do Cardeal italiano Carlo Maria Martini, dada ao padre Georg Sporschill, o coirmão jesuíta:

“Os sacramentos não são um instrumento ao serviço da disciplina, mas sim uma ajuda aos seres humanos nas etapas do seu caminho e nas fraquezas da vida. Estaremos levando os sacramentos àqueles que precisam renovar suas forças? Penso em todos osCardinal-Carlo-Maria-Martini-Church-is-Aging-Out-of-Touch-e1346611635393 divorciados e nos casais que são fruto de um segundo casamento, nas famílias reconstituídas. Estas têm necessidade de uma proteção especial. A Igreja defende a indissolubilidade do matrimônio. […] A atitude que temos para com as famílias reconstituídas determina a aproximação da Igreja em relação aos filhos. Uma mulher foi abandonada pelo marido e encontra um novo companheiro que se ocupa dela e dos seus filhos. […] Se esta família é discriminada, são marginalizados a mãe e os filhos. E se os pais se sentem fora da Igreja, ela perde a geração futura”.

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