Homenagem aos catequistas

Publicado em 27/08/2011 | Categoria: Notícias |


Ser Catequista

Ninguém nasce catequista.   Aqueles que são chamados a este serviço podem tornar-se bons catequistas através da prática, da reflexão e da preparação adequada, na consciência de serem enviados e comprometidos com a educação da fé.

Ser catequista é viver uma vocação característica dentro da Igreja. Ela é uma realização da vocação batismal. Pelo batismo, todo cristão é mergulhado em Jesus Cristo, participante de sua missão profética: proclamar o Reino de Deus. Pela Crisma, o catequista é enviado para assumir sua missão de dar testemunho da Palavra com força e coragem.

O núcleo central de verdadeiro serviço catequético reside nesta tomada de consciência: ele sabe que é Igreja e que atua em nome da Igreja.

O catequista é enviado. Sua missão possui duplo sentido: é enviado por Deus, constituído ministro da Palavra pelo poder do Espírito Santo, e é enviado pela comunidade, pois é em nome que Ele fala. Integrado na comunidade, conhece bem sua história e suas aspirações sabe animar e coordenar a participação de todos. O sentido do envio é importante para a perseverança do catequista.

Ser catequista significa um passo a mais na missão de testemunhar o próprio Cristo. É um ministério. Um serviço. Enfim é chamado a uma missão.

MISSÃO DO CATEQUISTA

O catequista tem a missão de anunciar Jesus Cristo pelo testemunho e pela palavra. Primeiro ele tem que viver aquilo que ensina, para depois falar da sua própria experiência. As palavras comovem. Os exemplos arrastam.

É educador da fé, ajudando a pessoa a descobrir para fora o dom de Deus, já colocado nela, por Deus mesmo. Tornar consciente de que em cada pessoa já existia a semente do Verbo.

É missão do catequista levar seus catequizandos a insersão na comunidade. A ação pastoral do catequista orienta-se para um esforço no sentido de ajudar o catequizando a descobrir seu valor, como pessoa, como Filho de Deus, amado e redimido por Jesus Cristo, engajando-se na comunidade Eclesial.

É missão do catequista se preparar, pelo estudo, reflexão, oração para ser evangelizador.

Ter conhecimento do processo das transformações sociais.

O catequista perfeito não existe. No processo de formação, no engajamento na comunidade, na prática do dia-a-dia, o catequista vaia adquirindo aptidões, qualidades humanas, práticas metodológicas e pedagógicas. Aprofunda seus conhecimentos, sua espiritualidade, etc.

No processo de formação dos catequistas procuram-se desenvolver os seguintes aspectos:

A dimensão pessoal:

Equilíbrio psicológico, boa comunicação, certa liderança.

Criatividade e iniciativa, capacidade de diálogo e de trabalho em equipe.

A dimensão Comunitária e Eclesial:

Participação, engajamento e espírito de serviço;

Solidariedade e amor preferencial pelos pobres;

Disposição para progredir na educação da própria fé e espiritualidade (conversão continua, vida de oração e vida sacramental) e em sua formação como catequista (atualização constante).

A dimensão sociopolitica-cultural:

Conhecimento da realidade brasileira, suas mudanças e transformações;

Espírito crítico e de discernimento diante da realidade socio-política;

Respeito pela dignidade e pela consciência de cada pessoa;

Participação sociopolítica, cuidando para que a ação pastoral não seja utilizada em benefício de partidos e ideologias;

Respeito às culturas e buscas de catequese inculturada.

Dimensão pastoral:

Engajamento na ação pastoral da Igreja, caminhando como povo e fazendo a interação entre a vida e fé;

Integração da catequese nas demais pastorais.

CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS

Na medida que se tem consciência do ser catequista aparecem frutos imediantos:

Capacidade de perdoar

De se reconciliar

De entender os limites dos outros

De recompor a união, às vezes abalada por ofensas, agressividades, falta de caridade, deve ser uma virtude comum, aperfeiçoada pelo grupo de catequistas.

Capacidade de fazer e aceitar a correção fraterna

Compor, retificar, endireitar estradas mal feitas exigindo renuncias, pasciência, calma, equilíbrio emocional.

Amizades desfeita sendo recomposta

O catequista vai sentindo que através de seu ministério continua o obra de Jesus Cristo.

O catequista na medida que vai descobrindo seu ser, sua vocação e missão, com certeza, através do seu testemunho e conversão, vai modificando também a sua comunidade. É um catequista que trabalha em nome e com a Igreja.

(Pe. André Biernaski)



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