Compromisso e Oração da Semana

Publicado em 12/05/2012 | Categoria: Notícias |


O grande desafio de todo cristão é permanecer no amor de Cristo, amando  a ponto de doar a própria vida – maior gesto de amor que podemos realizar.

 

 

AMOR DE AMIGO

 

Mais de uma vez, ao longo dos evangelhos, Jesus foi questionado sobre o maior mandamento, e sobre isso ele não deixou margem à dúvida. O distintivo do cristão, o mandamento maior, é o amor.

Mas o amor, tão cantado em verso e banalizado em prosa, pode ser tudo e nada. Pode até ser uma abstração romântica incapaz de se expressar em gestos concretos.

O amor de que Jesus fala, no entanto, é aquele que ele demonstrou em vida. Amor de quem se fez amigo e aos amigos tudo revelou com confiança.

Amor de amigo é o amor de quem conhece o outro e sabe que pode confiar nele. Não é o amor de contrato, de papel passado, mas o amor gratuito, de quem se doa porque simplesmente ama, sem esperar nada em troca. E se o Mestre espera algo em troca, é tão somente que experimentemos seu amor e permaneçamos nesta mesma dinâmica de doação, sendo amigos dele e entre nós. Amor de amigo, enfim, não se baseia no medo, mas na franqueza e na coragem, pois só tem medo do outro quem não o conhece.

Ao nos revelar o rosto e a vontade do Pai, Jesus nos tem como amigos e confia em nós para que, cumprindo seu mandamento de amor, não joguemos fora a dignidade de filhos queridos pelo Pai.

Este amor maior, de quem dá a vida pelos amigos, Jesus demonstrou por nós indo à procura de todos: curando quem estava doente, levantando quem estava caído, ressuscitando quem estava morto. Jesus não fez teorias sobre o amor, mas ensinou em cada uma de suas ações que uma vida que se doa concretamente por amor só pode ser marcada pela felicidade e pelos frutos.

É o próprio Jesus quem nos escolhe porque nos ama, e esta certeza nos envolve numa confiança fundamental, a dos amigos que buscam a autêntica alegria, aquela que dura para sempre e que só pode vir de Deus.

E então o Mestre nos pede, uma vez mais, que nos amemos uns aos outros. Não de qualquer jeito, não com teorias, mas como ele mesmo nos amou. Nossa felicidade terá, enfim, o tamanho das amizades que nosso amor tiver construído.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

Vaticano 50 Anos:

A IGREJA POVO DE DEUS!

O Concílio Ecumênico Vaticano II nos diz que a Igreja é o povo de Deus! Essa atitude é muito importante e renovadora, pois evita restringir a missão profética, real e sacerdotal da Igreja somente ao papa, bispos, padres e diáconos. Na Igreja, há profunda igualdade entre todos; o que nos diferencia são as vocações, carismas, serviços, dons. Todos somos povo de Deus, discípulos missionários de Jesus, com a missão de evangelizar. “Por instituição divina”, diz o concílio, “a Igreja é estruturada e regida com admirável variedade” (LG 32). E cita palavras do apóstolo Paulo: “Embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo, e somos membros uns dos outros” (Rm 12, 4-5).

Bispos e padres, fazendo parte do povo de Deus, são os que, “postos no sagrado ministério, ensinando, santificando e regendo, pela autoridade de Cristo, apascentam a família de Deus de tal modo que seja cumprido por todos o mandato novo da caridade” (LG 81). Diante de seu povo, o bispo santo Agostinho dizia: “Atemoriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo; convosco, sou cristão. Aquilo é um dever; isto uma graça. O primeiro é um perigo; o segundo, salvação”.

O povo de Deus peregrino, construindo o reino em comunhão e par-ticipação, vai cantando em todos os recantos do Brasil: “O povo de Deus no deserto andava, mas à sua frente alguém caminhava; também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada; somente a tua graça me basta e mais nada.”

Desejamos uma boa semana de oração para você

Leia a Bíblia

Liturgia da semana

Ano B

 

 

13 de maio de 2012

João 15,9-17

Aleluia, aleluia, aleluia.

Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23).

Comentário do Evangelho

O Evangelho de João abre janelas para a contemplação do mistério da encarnação do Verbo, através das palavras de Jesus, desabrochadas e vividas em suas comunidades. Somos estimulados a permanecer no amor de Jesus. Compreendemos que o amor dele por nós é o mesmo amor do Pai por ele. A fonte do amor é o amor entre o Pai e o Filho. É o amor apropriado ao Espírito Santo. Permanecer no amor de Jesus é entrar em comunhão com esta dinâmica de amor e vida entre o Pai e o Filho, inserindo-se na comunidade de discípulos. É irradiar envolvendo a outros, ampliando a comunidade de amor e prolongando-a no tempo. Jesus permanece no amor do Pai, e isto significa que ele observa e cumpre o que o Pai mandou. Não se trata de uma obediência cega, de um inferior a um superior, mas de uma união amorosa de vontades. O amor vivido em nossas comunidades é fruto da nossa permanência em Jesus. Este amor, que é o amor de Jesus, é transbordante. As comunidades, em sua missão, comunicam este amor ao mundo, gerando vida e alegria. Na primeira leitura, vemos como o Espírito Santo de amor desconheceu as fronteiras do judaísmo e infundiu-se no coração dos pagãos na Samaria. Pedro, pioneiro apóstolo dos gentios, dá testemunho de que o Deus de amor não faz discriminação entre as pessoas. “Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença.” A Primeira Carta de João (segunda leitura) é um exuberante hino ao amor. Nos seus cinco capítulos, ele usa cinqüenta e duas vezes as palavras amar ou amor. Deus é amor. Esta é a realidade de Deus, revelada por Jesus aos discípulos e às multidões, em sua vida e em seus atos. Se Deus é todo-poderoso na criação do universo, ele é todo amor em sua relação com seus filhos, homens e mulheres, em todos os tempos e em todos os povos.

Oração

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

14 de maio de 2012

João 15,9-17

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos designei para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça (Jo 15,16).

Comentário do Evangelho

Em continuidade às suas palavras, a partir da metáfora dos ramos que permanecem unidos à videira, Jesus insiste na permanência dos discípulos com ele. O vínculo da permanência é o amor. O amor une e comunica. O amor entre Jesus e o Pai se comunica aos discípulos e, neles, é também um amor transbordante. O mandamento do Pai é a comunicação do amor. Pelo dom de si aos outros, permanece-se em Jesus e se tem a certeza de ser amado por Deus. O amor que comunica funda a comunidade e irradia-se na missão de transformar este mundo em um mundo novo possível. A alegria é um dos frutos do amor. E Jesus, cheio de amor, é alegre. E seu desejo é que a alegria dos discípulos tenha a qualidade da sua própria alegria e seja completa.

Oração

Ó Deus, que associastes são Matias ao colégio apostólico, concedei, por sua intercessão, que, fruindo da alegria do vosso amor, mereçamos ser contados entre os eleitos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

15 de maio de 2012

João 16,5-11

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.13).

Comentário do Evangelho

João é o único evangelista a referir-se ao Espírito Santo como o Paráclito (Parakletos), também traduzido por Defensor, Consolador, Advogado. Tendo já mencionado várias vezes o dom do Espírito Santo, agora Jesus retoma o anúncio de sua partida, detendo-se mais na missão do Espírito que será enviado. É bom que Jesus vá, porque o Defensor, o Espírito Santo, enviado aos discípulos unidos em comunidade, dará continuidade histórica ao ministério de Jesus, restaurador da vida. Agora, os próprios discípulos, unidos ao Espírito, são os protagonistas da missão libertadora e vivificante. O Espírito, que já estava presente em Jesus, é colocado em destaque a partir da ocultação do Jesus visível e sensível. O Espírito é uma presença tão forte entre nós como era a presença de Jesus no momento histórico de seu ministério. O Espírito Santo atualiza a presença dele na comunidade dos discípulos. A ação do Espírito é reconhecida, pela fé, em todo ato de amor que remove a injustiça, promove a vida e constrói a comunhão e a paz.

Oração

Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. alegrando-nos hoje porque adotados de novo como filhos de Deus, esperemos confiantes e alegres o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

16 de maio de 2012

João 16,12-15

Aleluia, aleluia, aleluia.

Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro paráclito, que há de permanecer eternamente convosco (Jo 14,16).

 

Comentário do Evangelho

Neste seu discurso de revelação, na última ceia, Jesus destaca a ação iluminadora do Espírito Santo. Tanto o Evangelho de João como os sinóticos, Marcos, Mateus e Lucas, registram a dificuldade dos discípulos em entender toda a profundidade do anúncio de Jesus. Depois da sua crucifixão, foram lentos também em perceber a ressurreição e a continuidade da presença de Jesus entre eles. Será o Espírito da Verdade, enviado por Jesus e pelo Pai, que os ajudará a compreender toda a verdade. O Espírito anunciará o que é do Pai e do Filho. Os discípulos, confirmados por este anúncio, serão testemunhas de Jesus e o glorificarão. É o anúncio da Verdade que continua a ser revelada ao longo dos séculos, em todas as gerações. Erros históricos vão sendo revistos e as influências das ideologias do poder, sobre a fé, estão sendo esvaziadas. As mentiras dos poderosos deste mundo são denunciadas e as esperanças dos povos pela vida e pela paz, fortalecidas. Ao longo dos séculos, o Espírito ilumina e revigora os bem-aventurados, pobres, mansos, pacíficos, misericordiosos, espoliados, comprometidos, que lutam pela justiça na construção do Céu e terra louvem mundo novo.

Oração

Ó Deus, ao celebrarmos solenemente a ressurreição do vosso filho, concedei que nos alegremos com todos os santos quando ele vier na sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

17 de maio de 2012

João 16,16-20

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu não vos deixarei órfãos: eu irei, mas voltarei, e o vosso coração muito há de se alegrar (Jo 14,18).

Comentário do Evangelho

Em seqüência ao anúncio de sua partida, Jesus confirma a continuidade de sua presença entre os discípulos com o sugestivo jogo de palavras sobre o pouco tempo que resta para não mais vê-lo e mais um pouco em que será visto de novo. A dinâmica do dom da vida eterna, em João, segue a seguinte trajetória: a Palavra, o Filho, que estava em Deus se faz carne e habita entre nós; é glorificado em sua missão vivificante e libertadora, comunicando a vida eterna, como enviado do Pai; e volta ao Pai. Ao contrário dos sinóticos, João não fala de uma outra “volta” de Jesus ao mundo, mas sim no “permanecer nele”. Serão os discípulos que o verão de novo, agora glorificado pelo Pai. O verão dentro de um pouco mais de tempo, ao permanecerem nele, e ele e o Pai nos discípulos. O permanecer em Jesus, unidos em comunidade e fazendo a vontade do Pai, significa, já, a alegria de participar da glória de Jesus, em comunhão de vida eterna com o Pai.

Oração

Ó Deus, que fizestes o vosso povo participar da vossa redenção, concedei que nos alegremos constantemente com a ressurreição do Senhor. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

18 de maio de 2012

João 16,20-23

Aleluia, aleluia, aleluia.

Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos para entrar em sua glória (Lc 24,46.26).

Comentário do Evangelho

Nesta seqüência da fala de Jesus sobre sua ida ao Pai, permanecendo, contudo, junto dos discípulos, o tema é a alegria que supera a tristeza. O ministério de Jesus é inaugurado na alegria, em Caná da Galiléia. Alegria das bodas, com o vinho de Jesus. Agora, com sua partida, não cessará esta alegria, mesmo que passem por momentos de tristeza. As mulheres que têm a experiência de dar à luz uma criança conhecem a supremacia da alegria sobre a tristeza passageira. Enganado, o mundo, submetido aos chefes do poder que matam para se manter, alegrar-se-á com a aparente ausência de Jesus. Porém, os discípulos e todos os que forem libertos deste poder alegrar-se-ão com a nova presença de Jesus entre eles. E ninguém lhes poderá tirar sua alegria. É a vida que supera a morte e é assumida na eternidade. “Aquele dia” é o dia da glória do Pai pelo pleno cumprimento da missão de Jesus. É o dia do dom do Espírito, que revelará aos discípulos a permanência de Jesus entre eles, após sua morte de cruz. Então, o próprio Espírito instruirá os discípulos e os unirá, pelo amor, nas comunidades e no anúncio de Jesus ao mundo.

Oração

Ó Deus, fazei que a pregação do Evangelho por toda a terra realize o que prometestes ao glorificar o vosso Verbo, para que possamos alcançar, vivendo plenamente como filhos e filhas, o que foi anunciado pela vossa palavra. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

19 de maio de 2012

João 16,23-28

Aleluia, aleluia, aleluia.

Saí do Pai e vim ao mundo, eu deixo o mundo e vou ao Pai (Jo 16,28).

Comentário do Evangelho

A oração comporta o contemplar e o louvar a Deus, o pedir e a ação de graças. Ação de graças são os atos de amor ao próximo, praticados graciosamente. Pedir em nome de Jesus significa pedir em união de vontade com ele. Pedir tudo o que é necessário para a realização da vontade do Pai. O convite ao pedir, dirigido aos discípulos, dá-lhes responsabilidade e integra-os no dinamismo da missão. Com a iniciativa do pedir, o discípulo integra-se no plano libertador e vivificante de Deus. E com a certeza do atendimento de seu pedido pelo Pai, fortalece sua esperança e perseverança na luta, em completa alegria. Jesus falará com clareza, aos discípulos, através do Espírito da Verdade, que enviará. Completa-se a sua missão: ele saiu do Pai, veio ao mundo e, agora, deixa o mundo e vai para o Pai. Quem está em união com Jesus e, nele, com o Pai, participa de uma só vontade. O seu pedir é a realização da vontade do Pai. Em união com Jesus, vive-se o amor na comunidade, a oração e a missão de servir os pobres em suas necessidades e seus direitos.

Oração

Ó Deus, inspirai aos nossos corações a prática das boas obras para que, buscando sempre o que é melhor, vivamos constantemente o mistério pascal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

O comentário litúrgico é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.

 Fonte: Dom Total



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