História




Construída entre os anos de 1662 e 1696, seu projeto tem autoria atribuída ao jesuíta Irmão Lourenço Gonçalves, tendo em vista as similaridades encontradas nas características arquitetônicas da ermida com outras obras de autoria comprovada daquele construtor que, neste período, se encontrava no Rio de Janeiro.

Cercada de frondosas mangueiras e com vista panorâmica, a Igreja de São Francisco é um interessante exemplar da arquitetura jesuítica. O templo traz características da arquitetura religiosa rural, típica dos padres jesuítas que, tão logo aportaram no Brasil, trataram de fundar aldeamentos nos lugares mais longínquos deste país.

Construído em alvenaria de pedra e cal, o templo possui uma nave única com púlpito lateral, hoje destituído de acesso, e capela-mor ao fundo, na qual se encontra o altar de madeira contendo uma pintura alegórica. Sua fachada principal apresenta uma única porta de verga reta, ladeada por duas pequenas janelas e encimada por outra de igual proporção retangular ao nível do coro. Uma torre sineira, de pequena altura, encontra-se disposta entre o corpo da nave e a casa dos padres, a qual envolve toda a edificação religiosa. Seu coroamento se faz por uma simplificação de frontão triangular, guarnecido por telhas capa-e-canal. Essa fachada foi amplamente alterada, no final do século XIX, tendo sido restaurada a sua fisionomia original, em 1937, pelo IPHAN.

Na fachada dos fundos, voltado para o nascente, e na lateral, ao norte, a igreja possui dois relógios de sol, com as insígnias da Companhia de Jesus. O templo guarda ainda objetos raros tais como: a pia batismal feita pelos índios – de forte influência da cerâmica tamoia – o púlpito, composto por grossos balaústres de madeira torneada e um armário de jacarandá, esculpido com a data de 1696. Completando o conjunto de relíquias existentes, pode-se ressaltar o marco de pedra da medição das terras, fincado em 1730, à subida do outeiro.

Tendo em vista o seu valor histórico e arquitetônico para a preservação da memória da história colonial, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, tombou a Igreja de São Francisco Xavier, incluindo o outeiro onde a ermida está situada e o antigo marco jesuítico localizado em seu sopé.

Informações retiradas do livro “Niterói Patrimônio Cultural”, editado pela SMC/Niterói Livros em 2000.

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